Pela Europa de mochila

Primeira incursão londrina

Maio 10, 2008 · Deixe um comentário

Por Dubes Sônego

Londres é uma das cidades mais caras do mundo, mas não no que diz respeito a opções de lazer cultural. Os grandes museus da cidade são quase todos gratuitos e reúnem acervos que levam dias para ser visitados. Restritos a um roteiro de cinco dias, resolvemos pesquisar antes na internet as atrações que mais nos interessavam em alguns deles e nos concentrar nelas. No final da viagem, conseguimos fazer quase tudo o que planejamos.
Cansados pelo vôo, passamos o final de nosso primeiro dia com a Larissa e o Randal, nossos anfitriões. Comemos, bebemos, jogamos conversa-fora e, na manhã seguinte, depois de uma noite descente de descanso, por volta das 8h, começamos nossa visita pela Tower Bridge. A edificação é uma ponte basculante, construída no século XIX, famosa por duas imponentes torres e por passarelas elevadas, para o tráfego de pedestres, hoje desativadas. Cruzamos o Tâmisa sobre a ponte, acompanhamos por alguns instantes o vai-e-vem dos barcos, observamos os prédios às margens do rio e tivemos nossa primeira impressão da cidade.
De volta à margem norte, fomos à Torre de Londres (London Tower), onde estão guardadas as jóias da coroa inglesa. Mas não entramos. A rainha certamente precisa menos que nós das 26 libras cobradas pela visita ao prédio fortificado, erguido em 1078. Cientes de outras atrações gratuitas, nos contentamos com a vista externa e seguimos em direção à St. Paul’s Cathedral, que fica no centro da região mais antiga da cidade, conhecida como The City – tão antiga que foi usada como entreposto comercial romano. A catedral, erguida pela igreja anglicana no século XVII, nos chamou a atenção pelo tamanho, principalmente do domo central. Mas a visita interna também era paga, 10 libras por cabeça, e deixamos pra lá.

Do lado de fora, comemos uns sanduíches que levamos e fizemos fotos nas tradicionais cabines telefônicas vermelhas, que, segundo nosso guia de viagem, estão com os dias contados, assim como os ônibus de dois andares – o motivo é que são de difícil acesso a pessoas com necessidades especiais. E, de barriga cheia, seguimos para a Tate Modern, do outro lado do rio, pela passarela de pedestres que dá direto na frente do antigo prédio da Riverbank Power Station, onde funciona o museu, desde 2000.
A Tate Modern foi uma das atrações londrinas das quais mais gostamos. Chegamos com um pé atrás, porque achamos uma tremenda picaretagem a maior parte das obras da coleção do museu, expostas na Oca, em São Paulo, há alguns anos. Uma delas, um copo de água numa prateleira, colocada bem no alto, na parede, foi batizada “O carvalho”. Mas nos surpreendemos com o acervo de seções dedicadas a movimentos mais tradicionais, como o surrealismo, o abstracionismo expressionista do período pós-guerras, o cubismo e o construtivismo. A loja do museu e o prédio, com sete andares e um vão livre mais parecido com o de um estaleiro, são atrações à parte. E gratuitas.

Ainda tivemos fôlego para seguir pela margem sul do rio, passando pela London Eye, até um pouco depois do prédio do parlamento inglês. Atravessamos o Tâmisa mais uma vez, para ver de perto o Big Ben, e tomamos o metrô de volta para casa.
À noite, saímos para uma noitada no The Castle, um dos poucos Pubs com licença para vender bebida 24 horas, na região central da cidade. O som estava por conta da Larissa e de outra brasileira, que costuma discotecar no bar, aos finais de semana. Voltamos para casa lá pelas quatro da manhã, com uns chopes na cabeça, e dormimos satisfeitos com nossa primeira incursão.

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