Pela Europa de mochila

Entradas etiquetadas como ‘londres’

O centro antigo, o British Museum e a National Gallery

Maio 15, 2008 · Deixe um comentário

Depois de três dias em Londres, ainda não conhecíamos direito o centro antigo da cidade. Tiramos o quarto dia para caminhar pela área e visitar o British Museum, onde os ingleses guardam boa parte do patrimônio histórico que surrupiaram de outros países; a National Gallery, que reúne pinturas datadas de 1250 em diante; e o que mais fosse possível.

O British Museum foi nossa primeira parada. A entrada é gratuita. Como a Erika tem curiosidade pelo Egito antigo, começamos pela área dedicada às grandes esculturas em pedra, múmias e pedras com hieróglifos, no piso térreo. Em seguida, encontramos, em salas próximas, artefatos de povos da Mesopotâmia, da costa do mediterrâneo e da Grécia, em particular.

Antes de uma breve pausa para o almoço, no pátio do museu, ainda vimos uma exposição com cerca de 150 gravuras de artistas americanos da primeira metade do século XX. Entre os artistas em exposição, estavam alguns relativamente conhecidos no Brasil, como Edward Hopper e Alexander Calder, o sujeito que inventou o móbile – como escultura dinâmica, não como peça de decoração de quarto de criança.
Seguimos depois, a pé, em direção à Trafalgar Square, criada em comemoração a vitória britânica em uma das mais importantes batalhas navais travadas pela Inglaterra contra a França de Napoleão, em 1805. A Larissa nos contou que o local é um dos principais centros de manifestações políticas na cidade. E é também o pátio da National Gallery, onde nos limitamos a ver as seções dedicadas ao Impressionismo, onde estão quadros de Claude Monet, Edgar Degas, Pierre-Auguste Renoir, Edouard Manet, Camille Pissaro e Paul Cezánne; e ao pós-Impressionismo de Vincent van Gogh, Paul Gauguin, Edvard Munch e Paul Klee. Como a National Portrait Gallery fica do lado e também não cobra nada de entrada, demos um pulo lá pra ver os retratos de celebridades britânicas, desde a rinha Elisabeth e do primeiro ministro Winston Churchill, até o músico e cantor David Bowie e a modelo Kate Moss.

Pra terminar o dia, procuramos um pub indicado no guia de viagem, de 1600 e lá vai pedrada. Mas o lugar só abria de segunda à sexta-feira, e ficamos pendurados na brocha. Voltamos para casa, dividimos macarronada e cervejas com nossos anfitriões e dormimos relativamente cedo, lá pela meia noite.

No dia seguinte, nosso último dia livre na cidade, fomos de metrô até a periferia de Londres visitar o museu da força aérea britânica, a Royal Air force (RAF). Para quem gosta de história da Segunda Guerra Mundial, ou de história da aviação, é um programa sensacional. Eles têm exemplares de aviões de caça como o P-51 Mustang, estadunidense; o Messerschmitt Me 262, um dos primeiros turbo-jatos da história da aviação, alemão; e o Spitfire, o mais famoso caça inglês da Segunda Guerra Mundial. Depois de quase quatro horas de visita, saí de lá satisfeito e, a Erika, profundamente entediada.

Como ainda tínhamos algum tempo, voltamos para o centro para matar mais algum tempo na Trafalgar Square e sentir melhor o clima da cidade, visitamos o St. James Park e dividimos um tradicional fish and chips, com chope, num pub próximo do suntuoso prédio da suprema corte de justiça britânica.

De volta pra casa, nos despedimos, no jantar, do Randal e da Larissa, e encontramos a Jussara, amiga de Blumenau, que mora em Londres há uns cinco anos e que eu não via há um pouco mais que isso. Cochilamos um pouco e acordamos de madrugada. Pegamos o ônibus de dois andares, lotado de trabalhadores, a maioria com cara de imigrantes latinos, africanos e árabes, por volta das 4h da manhã. E, em outra pernada a caminho do ônibus que faz a linha centro aeroporto de Stansted, avistamos a última atração turística londrina de nossa viagem, o Palácio de Buckingham. Por volta da 7h, fizemos nosso check-in do vôo Londres – Funchal, e, às 8h, embarcamos para a Ilha da Madeira.

Categorias: Uncategorized
Etiquetado: , , , , ,

Primeira incursão londrina

Maio 10, 2008 · Deixe um comentário

Por Dubes Sônego

Londres é uma das cidades mais caras do mundo, mas não no que diz respeito a opções de lazer cultural. Os grandes museus da cidade são quase todos gratuitos e reúnem acervos que levam dias para ser visitados. Restritos a um roteiro de cinco dias, resolvemos pesquisar antes na internet as atrações que mais nos interessavam em alguns deles e nos concentrar nelas. No final da viagem, conseguimos fazer quase tudo o que planejamos.
Cansados pelo vôo, passamos o final de nosso primeiro dia com a Larissa e o Randal, nossos anfitriões. Comemos, bebemos, jogamos conversa-fora e, na manhã seguinte, depois de uma noite descente de descanso, por volta das 8h, começamos nossa visita pela Tower Bridge. A edificação é uma ponte basculante, construída no século XIX, famosa por duas imponentes torres e por passarelas elevadas, para o tráfego de pedestres, hoje desativadas. Cruzamos o Tâmisa sobre a ponte, acompanhamos por alguns instantes o vai-e-vem dos barcos, observamos os prédios às margens do rio e tivemos nossa primeira impressão da cidade.
De volta à margem norte, fomos à Torre de Londres (London Tower), onde estão guardadas as jóias da coroa inglesa. Mas não entramos. A rainha certamente precisa menos que nós das 26 libras cobradas pela visita ao prédio fortificado, erguido em 1078. Cientes de outras atrações gratuitas, nos contentamos com a vista externa e seguimos em direção à St. Paul’s Cathedral, que fica no centro da região mais antiga da cidade, conhecida como The City – tão antiga que foi usada como entreposto comercial romano. A catedral, erguida pela igreja anglicana no século XVII, nos chamou a atenção pelo tamanho, principalmente do domo central. Mas a visita interna também era paga, 10 libras por cabeça, e deixamos pra lá.

Do lado de fora, comemos uns sanduíches que levamos e fizemos fotos nas tradicionais cabines telefônicas vermelhas, que, segundo nosso guia de viagem, estão com os dias contados, assim como os ônibus de dois andares – o motivo é que são de difícil acesso a pessoas com necessidades especiais. E, de barriga cheia, seguimos para a Tate Modern, do outro lado do rio, pela passarela de pedestres que dá direto na frente do antigo prédio da Riverbank Power Station, onde funciona o museu, desde 2000.
A Tate Modern foi uma das atrações londrinas das quais mais gostamos. Chegamos com um pé atrás, porque achamos uma tremenda picaretagem a maior parte das obras da coleção do museu, expostas na Oca, em São Paulo, há alguns anos. Uma delas, um copo de água numa prateleira, colocada bem no alto, na parede, foi batizada “O carvalho”. Mas nos surpreendemos com o acervo de seções dedicadas a movimentos mais tradicionais, como o surrealismo, o abstracionismo expressionista do período pós-guerras, o cubismo e o construtivismo. A loja do museu e o prédio, com sete andares e um vão livre mais parecido com o de um estaleiro, são atrações à parte. E gratuitas.

Ainda tivemos fôlego para seguir pela margem sul do rio, passando pela London Eye, até um pouco depois do prédio do parlamento inglês. Atravessamos o Tâmisa mais uma vez, para ver de perto o Big Ben, e tomamos o metrô de volta para casa.
À noite, saímos para uma noitada no The Castle, um dos poucos Pubs com licença para vender bebida 24 horas, na região central da cidade. O som estava por conta da Larissa e de outra brasileira, que costuma discotecar no bar, aos finais de semana. Voltamos para casa lá pelas quatro da manhã, com uns chopes na cabeça, e dormimos satisfeitos com nossa primeira incursão.

Categorias: Uncategorized
Etiquetado: , , , , , , , ,

Teto amigo e outros tetos

Abril 23, 2008 · 2 Comentários

Hostel Helvetia, em Varsóvia

Por Dubes Sônego

Estamos em contagem regressiva para o início da viagem. Em sete dias, embarcamos para Londres, onde seremos recebidos pela Larissa e pelo Randal, casal de amigos brasileiros que irá nos hospedar e ciceronear, até dia 6. De lá, casa do Rodrigo e da Malu, na Ilha da Madeira. Voltamos para o continente, passando por Lisboa, e vamos para Madrid nos encontrar com o Junior e a Juli. Em Dublin, nossa última parada, a Thaise vai nos ceder aquele bom e velho espaço na sala e nos levar nos melhores pubs da cidade.

Amigos morando fora podem quebrar um tremendo galho numa viagem como essa. Dos 37 dias de nosso giro pela Europa, vamos passar quase a metade em sofás e quartos de hóspedes. Além da economia, em si, expatriado é uma raça que gosta barbaridade de receber patrícios em casa, de escutar notícias de outros viajantes, e de mostrar aos visitantes os lugares legais que conheceu longe da terra natal. É levantar o tampo da privada, dar descarga e manter a louça em dia, que está tudo lindo. Vai ser legal pacas.

Em sete das oito outras cidades por onde vamos passar, vamos ficar em albergues. Em Lisboa, escolhemos um chamado Travellers House, na Rua Augusta, que liga o Rossio à Praça do Comércio, no centro da cidade baixa. Diária de 20 euros, em quarto para seis pessoas. Uma facada, mas o lugar é muito bem avaliado e a concorrência não oferecia preços muito mais em conta, ora, pois. Em Berlin, vamos ficar na parte oriental, em um albergue chamado Generator. Tem novecentos e poucos leitos e cara de ser um daqueles prédios em forma de caixote, construídos nos tempos do regime comunista – estou chutando, mas tem cara. Lá, apesar das outras 12 pessoas no quarto, o preço é bem mais camarada que o do albergue em Portugal. Vamos pagar 13 euros por noite, cada um. Tinha mais barato, nove euros, mas em quartos com 32 camas. E o dobro de 64 sapatos fedendo. Aí, passamos.

No trecho do leste europeu da viagem, encontramos preços um pouco mais em conta. Ou, quando não, pelo menos um pouco mais de conforto, por preços similares. Em Praga, que dizem ser uma das cidades mais bonitas da Europa e, por tabela, uma das mais românticas, conseguimos um quarto de casal, por 40 euros, para entrar no clima – o albergue é o Clown and Bard. Em Bratislava, nos hospedaremos por 14 euros cada, em quarto para seis pessoas, no Pátio Hostel, que tem mesa de pebolim como um dos atrativos extra. Em Varsóvia, ficaremos no Helvetia, por 12 euros, sem café da manhã, em quarto com oito camas. Por fim, em Budapeste, descobrimos que alugar um quarto em casa de família, ou um apartamento pequeno, pode ser tão ou mais barato que dividir o quarto com mais gente em um albergue. Vamos ficar na casa da dona Veronika, que fala inglês e francês. O quarto de casal, com banheiro e cozinha compartilhados, saiu 110 euros, por três noites. A agência de faz a ponte entre locatários e viajantes é a Ibusz.

Categorias: Uncategorized
Etiquetado: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Passagens compradas

Abril 9, 2008 · 1 Comentário

Por Dubes Sônego

Estamos com todas as passagens compradas. A reserva de trem que faltava chegou na sexta-feira, pelo correio.

Para quem procura referências de preço de uma viagem como essa, aqui vai o nosso orçamento e o que levamos em conta na hora de escolher que meio de transporte usar em cada trecho.

As passagens internas, na Europa, nos custaram 1350 euros. Vamos voar de Londres para a Ilha da Madeira, da Madeira para Lisboa, de Lisboa para Madrid e de Madrid para Berlim. De Berlim para Praga, onde começamos a usar o nosso Europass Leste Europeu, e daí em diante, até Varsóvia, vamos de trem. De Varsóvia, voamos para Dublin, nossa última parada antes do Brasil.

De modo geral, optamos por fazer de avião trechos que partissem ou tivessem como destino cidades centrais na distribuição de vôos pela Europa (em negrito, neste parágrafo). Cidades que, pelo mesmo motivo, são as mais bem cobertas pelas companhias aéreas européias de baixo custo, como a Ryanair (Varsóvia-Dublin) e a EasyJet (Londres-Funchal, Madrid-Berlim, Lisboa-Madrid). Comprando as passagens com relativa antecedência, é possível beber um tradicional vinho do porto, em Porto, na hora do almoço, e se mandar para um show de rock em Londres, à noite, pela bagatela de 10 euros – provavelmente o mesmo que se gastaria para ir de táxi de casa até a Augusta, em São Paulo.

Porém, viajar entre cidades que não tem aeroportos tão importantes costuma ser mais barato de trem, ou de ônibus. Existem vôos com tarifa econômica partindo de Londres em direção a Praga, Bratislava e Budapeste. Mas não entre estas três cidades de países vizinhos no leste europeu. Por isso, optamos pela compra do Europass, que nos custou CAD$ 220 (cada, na segunda classe) e nos dá direito a cinco viagens de trem, dentro de cinco países (República Tcheca, Eslováquia, Polônia, Áustria e Hungria), num prazo de um mês. A diferença de preço também fez com que optassem por rodar sobre trilhos de Berlim a Praga.

A única surpresa que tivemos com o Europass é que as reservas, aconselháveis principalmente para quem vai viajar à noite, são pagas. No final das contas, os CAD$ 220 acabam custando um pouco mais. O valor das reservas que fizemos variou de CAD$ 12 a CAD$ 30, por pessoa.

Na hora de escolher as passagens aéreas, além dos sites já citados, vale uma olhada no E-Dreams, onde achamos e compramos passagens da EasyJet, de Lisboa a Madrid, mais baratas que no site da própria EasyJet.

Nossas passagens de trem entre Berlim e Praga foram compradas por 117 euros (as duas), na Bahn.

O trecho mais caro da viagem, porém, foi Ilha da Madeira-Lisboa. Na ida, saímos de Londres, onde se encontram tarifas bem mais descentes que as cobradas pela TAP. A companhia aérea portuguesa nos levou 440 euros, quase um terço do orçamento com as passagens no continente.

Categorias: Uncategorized
Etiquetado: , , , , , , , , , , , , , ,