Depois de três dias em Londres, ainda não conhecíamos direito o centro antigo da cidade. Tiramos o quarto dia para caminhar pela área e visitar o British Museum, onde os ingleses guardam boa parte do patrimônio histórico que surrupiaram de outros países; a National Gallery, que reúne pinturas datadas de 1250 em diante; e o que mais fosse possível.
O British Museum foi nossa primeira parada. A entrada é gratuita. Como a Erika tem curiosidade pelo Egito antigo, começamos pela área dedicada às grandes esculturas em pedra, múmias e pedras com hieróglifos, no piso térreo. Em seguida, encontramos, em salas próximas, artefatos de povos da Mesopotâmia, da costa do mediterrâneo e da Grécia, em particular.
Antes de uma breve pausa para o almoço, no pátio do museu, ainda vimos uma exposição com cerca de 150 gravuras de artistas americanos da primeira metade do século XX. Entre os artistas em exposição, estavam alguns relativamente conhecidos no Brasil, como Edward Hopper e Alexander Calder, o sujeito que inventou o móbile – como escultura dinâmica, não como peça de decoração de quarto de criança.
Seguimos depois, a pé, em direção à Trafalgar Square, criada em comemoração a vitória britânica em uma das mais importantes batalhas navais travadas pela Inglaterra contra a França de Napoleão, em 1805. A Larissa nos contou que o local é um dos principais centros de manifestações políticas na cidade. E é também o pátio da National Gallery, onde nos limitamos a ver as seções dedicadas ao Impressionismo, onde estão quadros de Claude Monet, Edgar Degas, Pierre-Auguste Renoir, Edouard Manet, Camille Pissaro e Paul Cezánne; e ao pós-Impressionismo de Vincent van Gogh, Paul Gauguin, Edvard Munch e Paul Klee. Como a National Portrait Gallery fica do lado e também não cobra nada de entrada, demos um pulo lá pra ver os retratos de celebridades britânicas, desde a rinha Elisabeth e do primeiro ministro Winston Churchill, até o músico e cantor David Bowie e a modelo Kate Moss.
Pra terminar o dia, procuramos um pub indicado no guia de viagem, de 1600 e lá vai pedrada. Mas o lugar só abria de segunda à sexta-feira, e ficamos pendurados na brocha. Voltamos para casa, dividimos macarronada e cervejas com nossos anfitriões e dormimos relativamente cedo, lá pela meia noite.
No dia seguinte, nosso último dia livre na cidade, fomos de metrô até a periferia de Londres visitar o museu da força aérea britânica, a Royal Air force (RAF). Para quem gosta de história da Segunda Guerra Mundial, ou de história da aviação, é um programa sensacional. Eles têm exemplares de aviões de caça como o P-51 Mustang, estadunidense; o Messerschmitt Me 262, um dos primeiros turbo-jatos da história da aviação, alemão; e o Spitfire, o mais famoso caça inglês da Segunda Guerra Mundial. Depois de quase quatro horas de visita, saí de lá satisfeito e, a Erika, profundamente entediada.
Como ainda tínhamos algum tempo, voltamos para o centro para matar mais algum tempo na Trafalgar Square e sentir melhor o clima da cidade, visitamos o St. James Park e dividimos um tradicional fish and chips, com chope, num pub próximo do suntuoso prédio da suprema corte de justiça britânica.
De volta pra casa, nos despedimos, no jantar, do Randal e da Larissa, e encontramos a Jussara, amiga de Blumenau, que mora em Londres há uns cinco anos e que eu não via há um pouco mais que isso. Cochilamos um pouco e acordamos de madrugada. Pegamos o ônibus de dois andares, lotado de trabalhadores, a maioria com cara de imigrantes latinos, africanos e árabes, por volta das 4h da manhã. E, em outra pernada a caminho do ônibus que faz a linha centro aeroporto de Stansted, avistamos a última atração turística londrina de nossa viagem, o Palácio de Buckingham. Por volta da 7h, fizemos nosso check-in do vôo Londres – Funchal, e, às 8h, embarcamos para a Ilha da Madeira.