Por Dubes Sônego
Estamos em contagem regressiva para o início da viagem. Em sete dias, embarcamos para Londres, onde seremos recebidos pela Larissa e pelo Randal, casal de amigos brasileiros que irá nos hospedar e ciceronear, até dia 6. De lá, casa do Rodrigo e da Malu, na Ilha da Madeira. Voltamos para o continente, passando por Lisboa, e vamos para Madrid nos encontrar com o Junior e a Juli. Em Dublin, nossa última parada, a Thaise vai nos ceder aquele bom e velho espaço na sala e nos levar nos melhores pubs da cidade.
Amigos morando fora podem quebrar um tremendo galho numa viagem como essa. Dos 37 dias de nosso giro pela Europa, vamos passar quase a metade em sofás e quartos de hóspedes. Além da economia, em si, expatriado é uma raça que gosta barbaridade de receber patrícios em casa, de escutar notícias de outros viajantes, e de mostrar aos visitantes os lugares legais que conheceu longe da terra natal. É levantar o tampo da privada, dar descarga e manter a louça em dia, que está tudo lindo. Vai ser legal pacas.
Em sete das oito outras cidades por onde vamos passar, vamos ficar em albergues. Em Lisboa, escolhemos um chamado Travellers House, na Rua Augusta, que liga o Rossio à Praça do Comércio, no centro da cidade baixa. Diária de 20 euros, em quarto para seis pessoas. Uma facada, mas o lugar é muito bem avaliado e a concorrência não oferecia preços muito mais em conta, ora, pois. Em Berlin, vamos ficar na parte oriental, em um albergue chamado Generator. Tem novecentos e poucos leitos e cara de ser um daqueles prédios em forma de caixote, construídos nos tempos do regime comunista – estou chutando, mas tem cara. Lá, apesar das outras 12 pessoas no quarto, o preço é bem mais camarada que o do albergue em Portugal. Vamos pagar 13 euros por noite, cada um. Tinha mais barato, nove euros, mas em quartos com 32 camas. E o dobro de 64 sapatos fedendo. Aí, passamos.
No trecho do leste europeu da viagem, encontramos preços um pouco mais em conta. Ou, quando não, pelo menos um pouco mais de conforto, por preços similares. Em Praga, que dizem ser uma das cidades mais bonitas da Europa e, por tabela, uma das mais românticas, conseguimos um quarto de casal, por 40 euros, para entrar no clima – o albergue é o Clown and Bard. Em Bratislava, nos hospedaremos por 14 euros cada, em quarto para seis pessoas, no Pátio Hostel, que tem mesa de pebolim como um dos atrativos extra. Em Varsóvia, ficaremos no Helvetia, por 12 euros, sem café da manhã, em quarto com oito camas. Por fim, em Budapeste, descobrimos que alugar um quarto em casa de família, ou um apartamento pequeno, pode ser tão ou mais barato que dividir o quarto com mais gente em um albergue. Vamos ficar na casa da dona Veronika, que fala inglês e francês. O quarto de casal, com banheiro e cozinha compartilhados, saiu 110 euros, por três noites. A agência de faz a ponte entre locatários e viajantes é a Ibusz.

