Pela Europa de mochila

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Teto amigo e outros tetos

Abril 23, 2008 · 2 Comentários

Hostel Helvetia, em Varsóvia

Por Dubes Sônego

Estamos em contagem regressiva para o início da viagem. Em sete dias, embarcamos para Londres, onde seremos recebidos pela Larissa e pelo Randal, casal de amigos brasileiros que irá nos hospedar e ciceronear, até dia 6. De lá, casa do Rodrigo e da Malu, na Ilha da Madeira. Voltamos para o continente, passando por Lisboa, e vamos para Madrid nos encontrar com o Junior e a Juli. Em Dublin, nossa última parada, a Thaise vai nos ceder aquele bom e velho espaço na sala e nos levar nos melhores pubs da cidade.

Amigos morando fora podem quebrar um tremendo galho numa viagem como essa. Dos 37 dias de nosso giro pela Europa, vamos passar quase a metade em sofás e quartos de hóspedes. Além da economia, em si, expatriado é uma raça que gosta barbaridade de receber patrícios em casa, de escutar notícias de outros viajantes, e de mostrar aos visitantes os lugares legais que conheceu longe da terra natal. É levantar o tampo da privada, dar descarga e manter a louça em dia, que está tudo lindo. Vai ser legal pacas.

Em sete das oito outras cidades por onde vamos passar, vamos ficar em albergues. Em Lisboa, escolhemos um chamado Travellers House, na Rua Augusta, que liga o Rossio à Praça do Comércio, no centro da cidade baixa. Diária de 20 euros, em quarto para seis pessoas. Uma facada, mas o lugar é muito bem avaliado e a concorrência não oferecia preços muito mais em conta, ora, pois. Em Berlin, vamos ficar na parte oriental, em um albergue chamado Generator. Tem novecentos e poucos leitos e cara de ser um daqueles prédios em forma de caixote, construídos nos tempos do regime comunista – estou chutando, mas tem cara. Lá, apesar das outras 12 pessoas no quarto, o preço é bem mais camarada que o do albergue em Portugal. Vamos pagar 13 euros por noite, cada um. Tinha mais barato, nove euros, mas em quartos com 32 camas. E o dobro de 64 sapatos fedendo. Aí, passamos.

No trecho do leste europeu da viagem, encontramos preços um pouco mais em conta. Ou, quando não, pelo menos um pouco mais de conforto, por preços similares. Em Praga, que dizem ser uma das cidades mais bonitas da Europa e, por tabela, uma das mais românticas, conseguimos um quarto de casal, por 40 euros, para entrar no clima – o albergue é o Clown and Bard. Em Bratislava, nos hospedaremos por 14 euros cada, em quarto para seis pessoas, no Pátio Hostel, que tem mesa de pebolim como um dos atrativos extra. Em Varsóvia, ficaremos no Helvetia, por 12 euros, sem café da manhã, em quarto com oito camas. Por fim, em Budapeste, descobrimos que alugar um quarto em casa de família, ou um apartamento pequeno, pode ser tão ou mais barato que dividir o quarto com mais gente em um albergue. Vamos ficar na casa da dona Veronika, que fala inglês e francês. O quarto de casal, com banheiro e cozinha compartilhados, saiu 110 euros, por três noites. A agência de faz a ponte entre locatários e viajantes é a Ibusz.

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Passagens compradas

Abril 9, 2008 · 1 Comentário

Por Dubes Sônego

Estamos com todas as passagens compradas. A reserva de trem que faltava chegou na sexta-feira, pelo correio.

Para quem procura referências de preço de uma viagem como essa, aqui vai o nosso orçamento e o que levamos em conta na hora de escolher que meio de transporte usar em cada trecho.

As passagens internas, na Europa, nos custaram 1350 euros. Vamos voar de Londres para a Ilha da Madeira, da Madeira para Lisboa, de Lisboa para Madrid e de Madrid para Berlim. De Berlim para Praga, onde começamos a usar o nosso Europass Leste Europeu, e daí em diante, até Varsóvia, vamos de trem. De Varsóvia, voamos para Dublin, nossa última parada antes do Brasil.

De modo geral, optamos por fazer de avião trechos que partissem ou tivessem como destino cidades centrais na distribuição de vôos pela Europa (em negrito, neste parágrafo). Cidades que, pelo mesmo motivo, são as mais bem cobertas pelas companhias aéreas européias de baixo custo, como a Ryanair (Varsóvia-Dublin) e a EasyJet (Londres-Funchal, Madrid-Berlim, Lisboa-Madrid). Comprando as passagens com relativa antecedência, é possível beber um tradicional vinho do porto, em Porto, na hora do almoço, e se mandar para um show de rock em Londres, à noite, pela bagatela de 10 euros – provavelmente o mesmo que se gastaria para ir de táxi de casa até a Augusta, em São Paulo.

Porém, viajar entre cidades que não tem aeroportos tão importantes costuma ser mais barato de trem, ou de ônibus. Existem vôos com tarifa econômica partindo de Londres em direção a Praga, Bratislava e Budapeste. Mas não entre estas três cidades de países vizinhos no leste europeu. Por isso, optamos pela compra do Europass, que nos custou CAD$ 220 (cada, na segunda classe) e nos dá direito a cinco viagens de trem, dentro de cinco países (República Tcheca, Eslováquia, Polônia, Áustria e Hungria), num prazo de um mês. A diferença de preço também fez com que optassem por rodar sobre trilhos de Berlim a Praga.

A única surpresa que tivemos com o Europass é que as reservas, aconselháveis principalmente para quem vai viajar à noite, são pagas. No final das contas, os CAD$ 220 acabam custando um pouco mais. O valor das reservas que fizemos variou de CAD$ 12 a CAD$ 30, por pessoa.

Na hora de escolher as passagens aéreas, além dos sites já citados, vale uma olhada no E-Dreams, onde achamos e compramos passagens da EasyJet, de Lisboa a Madrid, mais baratas que no site da própria EasyJet.

Nossas passagens de trem entre Berlim e Praga foram compradas por 117 euros (as duas), na Bahn.

O trecho mais caro da viagem, porém, foi Ilha da Madeira-Lisboa. Na ida, saímos de Londres, onde se encontram tarifas bem mais descentes que as cobradas pela TAP. A companhia aérea portuguesa nos levou 440 euros, quase um terço do orçamento com as passagens no continente.

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